25 de setembro de 2018

Sumula dos ultimos dramas diarios

Ontem o dia foi brindado com meia tarte virada para o fundo do forno com estratégias de malabarismo que desconhecia que tinha, seguida de um corte no dedo a fazer salada... e ainda consegui virar aquela tampinha que se coloca no ralo e conde se acumulam os restos de comida para cima de mim, enquanto tentava direccionar para o caixote do lixo.

Nos dias anteriores a esta peripécia, resolvi sair de casa com uma torrada com manteiga na mão, que acabou a barrar o meu casaco, quando tentei prevenir que acabasse no chão. A boa noticia é que ainda consegui apanha-la e come-la, o meu casaco não ficou bonito.

Para além destas peripécias diárias, já tive uma das minhas aventuras burocráticas, que só são mais divertidas no estrangeiro porque as pessoas por aqui pelo menos andam mais bem dispostas, e é mais difícil irritar-me com elas. Portanto a simples acção de ir a um edifício x para fazer um cartão, que na vida do cidadão comum demoraria 15 minutos (com o tempo de ida e volta ao edifício incluído), transformou-se numa interessante viagem de hora e meia a percorrer mais edifícios do que eu sabia que existiam na Universidade de Bangor (nenhum deles, relativo a uma faculdade sequer, só para perceberem).
Fun life.

22 de setembro de 2018

Peripécias das últimas semanas


Sei que tenho andado a falhar aqui com as minhas peripécias, mas desenganem-se se acham que é porque não têm acontecido. A minha vida é uma animação e esses momentos não deixam de acontecer, eu só não tenho é grande tempo para os reportar em tempo real.

Mas fazendo assim um apanhado, e com alguma cobertura fotográfica, comecei por partir um belo copo de um pint de cerveja belga, que naturalmente estava cheio quando eu com a minha delicadeza de movimentos o ataquei acidentalmente, dando banho às pessoas em redor e desperdiçando uma boa cerveja. Para ajudar, esta era a última cerveja que eu podia beber porque o bar tinha acabado de fechar, por isso fiquei "a aguar" como se diz na minha terra, e não houve cerveja para ninguém.

Segue-se o típico episódio do café, onde o açúcar vai parar à àgua, certamente já vos aconteceu (espero!).

À parte disso, fui até à Bulgária onde tive o belo episódio de ir contra um sinal de STOP no meio da rua e ficar com toda a minha cabeça a latejar, e um belo galo pela manhã. Para além deste momento épico, que gera sempre muita alegria nos transeuntes, tive um outro momento, que parecia uma partida pregada por uma qualquer força do Universo.
No último dia que fiquei na Bulgária tinha um avião para apanhar por volta das 6h, pelo que combinei com uma senhora amiga que me iria dar boleia para o aeroporto, encontrar-mo-nos às 4h à porta de casa. Coloquei o despertador para meia hora antes, porque só tinha de vestir-me e descer, tudo o resto estava pronto. Eis que recebo um telefonema enquanto estava a dormir, de um numero enorme, presumivelmente desta amiga, que me disse "I am at your door", portanto, estou à tua porta. Eu saltei rapidamente da cama, e quando vi que eram 2h da manhã (e tendo em conta que na Bulgária são mais duas horas do que em Portugal), achei que me tinha enganado e colocado o despertador na hora de PT (de alguma forma),pelo que me vesti rapidamente, peguei nas malas e fui para a rua. Quando não vi a minha amiga, liguei de volta para o número que me tinha ligado, e percebi finalmente que era outra moça, que iria ficar na minha casa em Coimbra, e que não tinha conseguido imediatamente falar com a pessoa que lhe ia abrir a porta, mas quando lhe devolvi a chamada já estava tudo resolvido (claro!). Esta história acabou comigo às 2h da manhã na rua sem qualquer propósito, e a voltar para casa e deitar-me já sem dormir o que quer que fosse, e talvez alguém a rir-se nalgum universo paralelo, ou com vista pra este.

Depois deste momento, lá cheguei a Portugal, e andei em correrias de um lado para o outro, tendo chegado o dia para o qual tinha a minha bela indumentária pronta, o casamento de uma grande amiga, e que também partilho convosco em fotos. Ora os meus lindos sapatos que "levei" ao casamento, na verdade não chegaram à igreja e descolaram-se completamente do carro até lá (os dois sapatos). O que me valeu foi o facto de ter levado os típicos sapatos mais confortáveis para mais tarde, e para dançar, que acabaram por ser os sapatos de todo o dia, e estes só fizeram um brilharete, na privacidade do caminho de carro.

Entretanto mudei-me para terras frias, e claro que aqui pelo País de Gales já fiz das minhas. Consegui perder-me e passar duas vezes à porta do restaurante que procurava sem o ver, just the usual. Mas a mais brilhante foi ter conseguido dar informações erradas ao técnico de informática do edifício onde estou a trabalhar, que acabou por desligar a conexão de internet por cabo a umas quantas pessoas (que não sei quem são), enquanto tentava pôr a internet a funcionar no gabinete onde eu estava. Como nada parecia estar a funcionar, ele acompanhou-me ao gabinete, e quando viu onde era disse - já percebi porque não está a funcionar, esta zona corresponde a um sítio diferente no painel, o que quer dizer que desliguei a internet a outras pessoas - e saiu a correr. Eu pedi mil desculpas, ele riu-se, mas no fim todos ficaram bem e com internet :P

More to come...

Mantenham o optimismo :)

Jules

 
 

Só mais um dia.

Começar o dia a espalhar o pânico...